Sem desandar, sem humilhar ninguém, é assim que eu quero ser, sim, uma pessoa melhor. Não melhor do que ninguém, mas o melhor que eu puder ser.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Eu olho pra ele e fico pensando sozinha: será que alguém nesse mundo faria o que ele faz por mim? Porque ele me escuta, me agüenta, me mima, me inspira, me faz sentir a mulher mais linda e especial do mundo. E eu acredito nele, acredito em mim e acho o amor a coisa mais egoísta que existe. A gente ama o outro por tudo aquilo o que ele nos faz sentir. E ser.
FERNANDA MELO
'o amor não é uma desculpa. você não pode justificar o ciúme com o amor. 'sinto ciúme de você porque te amo demais'. eu já disse isso, mas hoje vejo diferente. se eu amo demais, o problema é meu. dizer que ama e quantificar o amor só serve pra quem sente. se eu tenho o maior amor do mundo, o mais puro e o que mais me faz feliz o problema é exclusivamente meu. sabe porquê? não importa o amor que eu sinto, não para o outro. para o outro importa como eu demonstro, me comporto e vivo esse amor. o que adianta eu dizer que o meu amor é o mais puro de todos se eu não mostro isso? o amor não é uma palavra bonita. o maior problema do mundo, hoje, é esse. as pessoas acham que falar basta. não, falar não basta. o amor não tem que ser dito, ele precisa ser sentido, senão ele não sobrevive.'
Você não está com medo do escuro, está com medo do que está lá.
Você não está com medo de altura, está com medo da dor de cair.
Você não está com medo das pessoas perto de você, só está com medo da rejeição.
Você não está com medo do amor, só está com medo de não ser amada de volta.
E você não está com medo de tentar novamente, você só está com medo de se machucar pela mesma razão.
Você sabe amar?
Eu estou aprendendo. Estou aprendendo a aceitar as pessoas, mesmo quando elas me desapontam. Quando fogem do ideal que tenho para elas, quando me ferem com palavras ásperas ou ações impensadas. É difícil aceitar as pessoas assim como elas são, não como eu desejo que elas sejam. É difícil, muito difícil, mas estou aprendendo. Estou aprendendo a amar. Estou aprendendo a escutar, escutar com os olhos e ouvidos, escutar com a alma e com todos os sentidos. Escutar o que diz o coração, o que dizem os ombros caídos, os olhos, as mãos irrequietas. Escutar a mensagem que se esconde por entre as palavras corriqueiras, superficiais; Descobrir a angústia disfarçada, a insegurança mascarada, a solidão encoberta. Penetrar o sorriso fingido, a alegria simulada, a vangloria exagerada. Descobrir a dor de cada coração. Aos poucos, estou aprendendo a amar. Estou aprendendo a perdoar. Pois o amor perdoa, lança fora as mágoas, e apaga as cicatrizes que a incompreensão e insensibilidade gravaram no coração ferido. O amor não alimenta mágoas com pensamentos dolorosos. Não cultiva ofensas com lástimas e autocomiseração. O amor perdoa, esquece, extingue todos os traços de dor no coração. Passo a passo, estou aprendendo a perdoar, a amar. Estou aprendendo a descobrir o valor que se encontra dentro de cada vida, de todas as vidas. Valor soterrado pela rejeição, pela falta de compreensão, carinho e aceitação, pelas experiências duras vividas ao longo dos anos. Estou aprendendo a ver, nas pessoas a sua alma e as possibilidades que Deus lhes deu. Estou aprendendo. Mas como é lenta a aprendizagem! Como é difícil amar, amar como Cristo amou! Todavia, tropeçando, errando, estou aprendendo... Aprendendo a pôr de lado as minhas próprias dores, meus interesses, minha ambição, meu orgulho quando estes impedem o bem-estar e a felicidade de alguém! Como é duro amar! Eu estou aprendendo. E você? SABE AMAR?
EPITÁFIO: Quando eu era jovem e livre, sonhava em mudar o mundo. Na maturidade, descobri que o mundo não mudaria. Então resolvi transformar meu país. Depois de algum esforço, terminei por entender que isto também era impossível. No final de meus anos procurei mudar minha família, mas eles continuaram a ser como eram. Agora, no leito de morte, descubro que minha missão teria sido mudar a mim mesmo. Se tivesse feito isto, eu teria sido capaz de transformar minha família. Então, com um pouco de sorte, esta mudança afetaria meu país e, quem sabe, o mundo inteiro.
(Os dizeres acima foram encontrados no epitáfio de um bispo anglicano, na Abadia de Westminster, século XII)
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